15.8.14

O amor é um lugar sinistro, e tantas são as vezes que por lá me perco. Amar sem reservas é dormir com o diabo e querer o inferno nos lençóis. Amar é ter fogo debaixo da cama, e em cima. Que fraco se torna, aquele que ama. É um pobre a quem esmolas de amor não enchem o coração. Amor. Finjo-me capaz de me moldar a ele - não creio que seja.

13.8.14


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"You look at me like I'm a murderer but if this love was a crime scene you'd be the one with the gun."

Do amor, conheço-lhe as manhas e as entranhas. Desembaraço os nós do cabelo feitos na cama porque os da garganta, não sei desembaraçar. Se calhar até te amo mas pensar em amor dói, sentir amor dói, querer amor dói e perdê-lo mata. Vamos fingir, só mais uma vez, que o amor não existe e que não é uma doença - vamos aproveitar o calor dos corpos um do outro. Ama-me à tua maneira, eu não me queixo. Ama-me como sabes, como podes. Hoje é mais um dos dias em que deixamos marcas e dores físicas que nos façam esquecer as emocionais. E quando nos tivermos amado o suficiente, comportar-nos-emos como velhos amigos. E diz-me, amor, que para breve está o dia em que me cantarás sonetos de afecto e aprenderei novamente que amor sem dor existe em dias frios porque os corações estão mais quentes. Manhas e entranhas - as minhas ardem-me na falta de ti.

11.8.14

Náufragos de corações outrora submersos em águas de Adamastor, achámos-nos à deriva. 
Hoje, embarcamos de novo sobre marés de afecto e há amor a potes no porão.