11.7.14
7.7.14
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pensamentos
#73
Feitas as contas, há no mundo meia dúzia de coisas que terão sido feitas pelas mãos de Hefesto. Tudo o resto é frágil e efémero. Tudo o resto quebra. No Outono quebra-se o mundo de uma maneira bonita: aos poucos e às cores. Quando por vezes o Outono chega em Julho, quebram-se corações também. Nada quebra tão fácil e voluntariamente como os corações. Tem dias que adormeço ao peito da prostração porque gosto do som do murmúrio da saudade no meu ouvido. Quebro por vontade própria, outras vezes, quebra-me a desproporção de amor que há pelas avenidas. Cristal e silêncio - é disso que são feitos os corações. Tivesse Hefesto criado o mundo, e seriamos todos um bocadinho mais fortes.
Feitas as contas, há no mundo meia dúzia de coisas que terão sido feitas pelas mãos de Hefesto. Tudo o resto é frágil e efémero. Tudo o resto quebra. No Outono quebra-se o mundo de uma maneira bonita: aos poucos e às cores. Quando por vezes o Outono chega em Julho, quebram-se corações também. Nada quebra tão fácil e voluntariamente como os corações. Tem dias que adormeço ao peito da prostração porque gosto do som do murmúrio da saudade no meu ouvido. Quebro por vontade própria, outras vezes, quebra-me a desproporção de amor que há pelas avenidas. Cristal e silêncio - é disso que são feitos os corações. Tivesse Hefesto criado o mundo, e seriamos todos um bocadinho mais fortes.
3.7.14
11.48
Mickael. É este o nome do homem que me alinha os astros e acende as estrelas no pequeno universo que há em mim. É divino, o meu Mickael. Às vezes perco-o em mim e encontro-o sentado em silêncio a um canto da minha existência. Leva a vida no bolso e fuma um cigarro encostado à beleza aleatória do acaso fortuito. É tão bonito, o meu Mickael. Tem os olhos que deram cor ao paraíso e a voz que sussurra canções de embalar ao ouvido das tempestades. Tem nos braços o atlas da ternura onde me recebe sempre que a vida me intoxica os pulmões num dia mau. Não é dado às palavras, mas dá-se tanto ao amor que nada nele sobra. E não há nesta realidade, vácuo em que caiba todo o carinho que tenho por este homem de mãos grandes e histórias levianas.
Mickael. É este o nome do homem que me alinha os astros e acende as estrelas no pequeno universo que há em mim. É divino, o meu Mickael. Às vezes perco-o em mim e encontro-o sentado em silêncio a um canto da minha existência. Leva a vida no bolso e fuma um cigarro encostado à beleza aleatória do acaso fortuito. É tão bonito, o meu Mickael. Tem os olhos que deram cor ao paraíso e a voz que sussurra canções de embalar ao ouvido das tempestades. Tem nos braços o atlas da ternura onde me recebe sempre que a vida me intoxica os pulmões num dia mau. Não é dado às palavras, mas dá-se tanto ao amor que nada nele sobra. E não há nesta realidade, vácuo em que caiba todo o carinho que tenho por este homem de mãos grandes e histórias levianas.
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