26.4.14
21.39
La poésie
Há palavras debaixo da nossa pele
Que rimam quando os nossos corpos se tocam,
E estações de desejo que me incendeiam a alma
Quando os teus lábios me queimam o corpo.
Gosto mais de ti do que de metáforas,
E cartografar-te-ia o corpo apenas para ter
Um motivo para me perder em ti uma e outra vez.
Há tanta coisa que eu não sei
Como o que é o amor,
Qual o tamanho do universo,
E se o tempo existe porque alguém inventou o relógio
Ou se o relógio existe porque alguém inventou o tempo,
Mas quando o frio da madrugada me filtra o corpo
E eu acordo para procurar calor em ti,
Compreendo que os nossos corpos se entendem tão bem
Como as nossas almas.
São quatro da manhã e eu planto beijinhos no teu pescoço,
E penso que sejam sementes de amor,
Porque a arte que germina dos nossos corpos logo após
Não poderia ser fruto de outra coisa.
Não nos sei os detalhes, somos para mim como o universo que desconheço:
Infinito e inaudito, e carregamos galáxias na ponta dos dedos.
Mas sei que há ternura e concupiscência em nós,
Que o meu coração já não me pesa,
As minhas mãos já não estão frias,
E não precisamos ser poetas para criar poesia.
(...)
sobre o amor
Alguém disse uma vez que a razão porque algumas pessoas se atraem tanto mutuamente se deve ao facto de serem compostas por átomos que se encontravam perto uns dos outros no início de tudo e que, de alguma forma, voltarão a juntar-se um dia. Achei maravilhoso.
17.4.14
20.49
Gosto do teu francês, de ouvir-te falar sobre trivialidades e de ver-te dormir. Gosto das tuas mãos e dos teus beijinhos e da tua falta de atenção ao mundo exterior. Gosto do universo que me mostras aos poucos, das tuas palavras simples e pausadas, e até do cheiro a tabaco que te fica na roupa. Gosto da tua voz de sono e do teu ar cansado mas satisfeito quando acordas às 7.40 da manhã de um domingo ensolarado e me puxas para junto do teu corpo, peito com peito. Nunca to disse, mas gosto mesmo é de ti. Escrevo-te cartas e poemas, e faço uso de palavras que não sabes o que significam, mas meu amor, acredita quando te digo que há coisas que são eternas ainda que não durem para sempre, e essas palavras, quem as criou, sonhou que um dia pudessem ser dedicadas a alguém como tu.
Gosto do teu francês, de ouvir-te falar sobre trivialidades e de ver-te dormir. Gosto das tuas mãos e dos teus beijinhos e da tua falta de atenção ao mundo exterior. Gosto do universo que me mostras aos poucos, das tuas palavras simples e pausadas, e até do cheiro a tabaco que te fica na roupa. Gosto da tua voz de sono e do teu ar cansado mas satisfeito quando acordas às 7.40 da manhã de um domingo ensolarado e me puxas para junto do teu corpo, peito com peito. Nunca to disse, mas gosto mesmo é de ti. Escrevo-te cartas e poemas, e faço uso de palavras que não sabes o que significam, mas meu amor, acredita quando te digo que há coisas que são eternas ainda que não durem para sempre, e essas palavras, quem as criou, sonhou que um dia pudessem ser dedicadas a alguém como tu.
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