13.3.14

Das coisas que eu gostava que me tivessem ensinado na escola:

Um dia acordas e tens 20 anos. A vida bate à porta e tu tens medo de a abrir. De repente, ontem é hoje e o amanhã assusta. Tens uma vida inteira nas mãos e não sabes o que fazer com ela. E não faz mal. Ninguém sabe o que fazer da vida aos 20 anos. Tem-la toda pela frente para descobrir.

Vai lá. Abre a porta.

6.3.14

23.09

Sabias a marlboro. Marlboro e aventura, um mundo de aventuras. Colecciono-te os detalhes e pinto-te em mim, na minha matéria humana. Pinto uma obra que em nada se assemelha a arte e contemplo-a na tua ausência. 
A forma como seguras o cigarro entre os dedos, os traços que te definem o perfil quando levas o volante nas mãos e conduzes sem destino. Há liberdade em ti, na loucura que te é característica. Transpiras vida. Beijas-me debaixo do céu das três da manhã e o mundo parece menos perdido. Tens as mãos quentes mas os lábios frios. Esses lábios que contam histórias que eu podia ouvir a noite inteira. Há palavras que guardo debaixo da almofada porque li um dia que os animais têm menos medo porque vivem sem elas. 

Não te chamo meu, mas quase que te quero como se o fosses.


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#67

Se existe alguma coisa no mundo que diga "gosto de ti" como uma carta escrita à mão ao som de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong a horas tardias, ainda não a descobri.