11.1.14


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23.24

Eu amo em trovões: com uma força bruta e de rompante. Faz barulho e assusta. Ultimamente as tempestades são frequentes e eu já desisti de procurar abrigo ou trazer guarda-chuva. Molho-me até aos ossos e choro o que quero porque ninguém vê. Vou ao fundo e deixo-me ficar por um momento. Só até ser quase tarde demais. Afogo o que me assombra. É uma agitação aparente, uma calma que me cansa. Doem-se-me os músculos. E os pulmões. 

Mas eu gosto. Antes esses que a alma.



10.1.14

00.50

Estivemos eu e tu, no campo da possibilidade entre parêntesis. Aprendi a aceitar que é a combustão de amor aos bocados que corre em mim que faz com que me amem. E me abandonem. Acredito que me amem, cada parte insana, perturbada e quebrada de mim, mas fazem-no tão depressa que esse amor não me aquece. Sou tão fria, por vezes. Decomponho-me em letras e evasões que me destroem porque são uma morte mais agradável do que o pensamento. Esse dói. Apesar da ironia nada passiva que sou, quando disse que te queria por mais um bocadinho que fosse, fui sincera. Estivemos eu e tu, no campo da possibilidade entre parêntesis. Éramos a vontade e o talvez. Fomos a loucura e a razão. O sagrado e o profano. Foi assim que nos perdemos. Começa a soar mal escrever-te. 

Quando deixas tu de me doer?


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7.1.14

#64

Não me parece errado lembrar-te quando a chuva cai lá fora. 
Mas não permitirei que a tua memória faça chover cá dentro. Já não.