10.1.14

00.50

Estivemos eu e tu, no campo da possibilidade entre parêntesis. Aprendi a aceitar que é a combustão de amor aos bocados que corre em mim que faz com que me amem. E me abandonem. Acredito que me amem, cada parte insana, perturbada e quebrada de mim, mas fazem-no tão depressa que esse amor não me aquece. Sou tão fria, por vezes. Decomponho-me em letras e evasões que me destroem porque são uma morte mais agradável do que o pensamento. Esse dói. Apesar da ironia nada passiva que sou, quando disse que te queria por mais um bocadinho que fosse, fui sincera. Estivemos eu e tu, no campo da possibilidade entre parêntesis. Éramos a vontade e o talvez. Fomos a loucura e a razão. O sagrado e o profano. Foi assim que nos perdemos. Começa a soar mal escrever-te. 

Quando deixas tu de me doer?


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7.1.14

#64

Não me parece errado lembrar-te quando a chuva cai lá fora. 
Mas não permitirei que a tua memória faça chover cá dentro. Já não.

31.12.13

São 5.28 da manhã e eu ponderei usar a minha última publicação de 2013 para me despedir de ti de vez. Mas para quê fazer o que já está feito? Tu não te importas e eu também já não. Vou antes usá-la para te agradecer a ti por teres surgido na altura certa e por seres da forma exacta que és e que me é tão confortável. Assim sendo, obrigada. Quem sabe se não serás o próximo tu a quem pertencerão as minhas palavras. 
A gente vê-se.