31.12.13

São 5.28 da manhã e eu ponderei usar a minha última publicação de 2013 para me despedir de ti de vez. Mas para quê fazer o que já está feito? Tu não te importas e eu também já não. Vou antes usá-la para te agradecer a ti por teres surgido na altura certa e por seres da forma exacta que és e que me é tão confortável. Assim sendo, obrigada. Quem sabe se não serás o próximo tu a quem pertencerão as minhas palavras. 
A gente vê-se.
Nunca concordei com a expressão "ano novo, vida nova". Não acho que precisemos de um novo ano para mudar o que quer que seja que esteja mal na nossa vida. A transição de um ano para o outro é feita numa fracção de segundo, tal como a transição de Novembro para Dezembro. O que torna a transição de Dezembro para Janeiro mais inovadora? É um momento, não um ano inteiro. Só mais um dia, no meio de tantos. Dias passam todos os dias. 
Talvez "dia novo, vida nova" seja uma melhor expressão. Podemos mudar o que quisermos todos os dias, e não temos que o justificar a ninguém. Não temos que esperar mais doze meses para melhorar. Melhoremos amanhã. 
Ou hoje ainda. Fica o conselho.

Bom ano novo.

29.12.13

02.13

Há dias tão nossos que custa ver chegar ao fim. Só apetece colhê-los e guardá-los no bolso para reviver sempre que quisermos. Dias destes sabem-nos a algodão doce mas fazem-nos melhor do que a sopa de legumes.