26.12.13

Que saudável é, sentir saudade de alguém novo.

22.12.13


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A ti:

Há partes de mim que desconheço, mas as que conheço, gostavam de ti. As partes de mim que conheço bem habituaram-se à tua presença, ainda que inconstante. Gostavam da proximidade distante que tínhamos e que me é difícil transformar em palavras. Gostavam da forma prepotente como me tiravas da minha zona de conforto. 
Da intensidade com que olhavas. Debaixo das minhas costelas, 3.7 centímetros a oeste da desordem de artérias e alvéolos que me mantém o corpo morno, existe uma semente que se desenvolve por meio de palavras, e que tu fizeste florir sem intenção. Querias tanto que te escrevesse, e és tu quem sabe usar melhor as palavras afinal. 
Há melodias que me afagam a saudade e alimentam o vazio porque me recordam de ti. Eu gosto dessas melodias. 
Mas dói. Dói saber que lhe tocas a pele e que aprendeste a saber agradar outro corpo ou que não tenhas tido tempo de aprender a conhecer o meu. Dói que lhe cures as feridas. Não me perceberias, ainda que me desmontasse diante dos teus olhos e expusesse as cicatrizes e ossos partidos: não somos compatíveis. Eu não te soube perceber também, é uma falha mútua. Talvez a única coisa que tenhamos em comum seja exactamente não termos nada em comum. Mas eu queria tanto que tivéssemos sido um bocadinho mais um do outro, ainda assim. Não sinto que tenha mais nada para te dizer por enquanto, mas se um dia tiver, direi. Direi, porque não é justo que te culpe perenemente por não quereres cuidar da combustão de sensações que sou. Culparei até que não doa mais, e depois perdoarei. Mas por enquanto, ainda és tu quem incendeia o que quer que haja de são em mim.






18.12.13

#63

O amor funciona como a religião: ambos se baseiam na esperança. De uma forma ou de outra, o que se procura é uma razão para sair da cama todas as manhãs. Não sou uma pessoa de fé. Fui sempre demasiado racional para isso.

O que me faz querer acreditar tanto no amor, então?