1.12.13

12.22

Habituei-me tanto a querer-te que te romantizei a ponto de acreditar que as garras que me cravavas a pouco e pouco no coração não eram senão o teu modo desajeitado e humano de cobiçá-lo, de o querer segurar nas tuas mãos a tempo inteiro, aquecê-lo e tomar conta de mim. Mas as tuas mãos estavam frias, e tu já não me procuravas como antes. Já não eras o meu porto de abrigo às 4 da manhã, quando o silêncio nos enche o céu na falta do que dizer, tornando-nos estranhos e desconfortáveis. Já não plantavas palavras de amor no meu pescoço. E os teus beijos de bom dia sabiam-me a beijos de despedida há já algum tempo, e doía, mas eu gostava. 


Eu gostava tanto de ti. 



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24.11.13


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19.46

In a way, they'll never be able to shake each other off for the rest of their lives. They'll always be part of each other, no matter what they do or who they get with, whether they're with each other or not. That sort of frames that feeling of helpness, of not understanding fully what it is, which is sort of the most heartbreaking thing.

Tu não me passaste. Ainda não. Talvez nunca venhas a passar. Lembro-me de ti todos os dias, e quando penso em ti fico sempre um bocadinho triste, ainda que esteja feliz. O meu receio é que seja sempre assim, que a minha vida não passe nunca de recordar como foste, e sentir saudades do que nunca fomos e de imaginar o que poderíamos ter sido se as circunstâncias fossem outras, se nós fossemos outros. Sento-me no colo da saudade que me afaga o cabelo e choro-lhe silenciosamente ao peito. E dou por mim a achar que seremos sempre um bocadinho um do outro sem nunca o termos sido. 

Ou fomos? 

22.11.13

22.04

Loucura foi ver-te pentear outros cabelos, plantando outro amor e sorrindo-me um adeus, e continuar a esperar-te sempre depois das 6 enquanto dançava lentamente com os pés descalços sobre as brasas das nossas fulgurantes memórias, convencendo-me de que não me queimaria.


Eu sempre soube que acabarias por me matar um dia.