27.10.13

Vinte e seis letras compõem o alfabeto latino. Dizem os entendidos, que só na Língua Portuguesa se listam seiscentas mil palavras que se desdobram num número infinito de possíveis combinações frásicas. E nesse mundo de possibilidades, como soubeste tu a combinação exacta de palavras que me fez arder algo cá dentro, é que eu não entendo. Como eu gostava que esse fogo pudesse arder sem queimar.

Afinal, o que nos mata mesmo é o amor (ou a falta dele). 



Image from Tumblr


Hoje é um daqueles dias em que o coração mingua, e dói.



20.10.13

A beleza do que somos encontro-a eu em todas as pequenas coisas feias que já fizemos. Fomos sempre tão errados, subordinados e difíceis de compreender ou ignorar. Nada em nós foi alguma vez romântico, poético ou encantador. Não éramos senão dois miúdos curiosos, sozinhos numa multidão, com almas turbulentas e lábios ébrios, devotos aos sentidos. Esforçámos-nos nós por dar significado a algo que não o tinha, nessa noite amena de primavera.
A primavera cessou, e o verão também. Opostos extremos somam resultados idênticos, dizem. 

E no meio de tanta coisa errada, quem sabe se não teríamos potencial para ser qualquer coisa certa.


19.10.13

Tivesse eu que descrever-te e diria que és os trovões que me fazem tremer as janelas do quarto às 4 da manhã no meio de uma tempestade em pleno inverno, que me fascinam e assustam e me parecem sempre mais próximos do que na realidade estão.