"Não te enganes. Aqui não há nada de sagrado. Não vais encontrar salvação depois disto. Já estamos entre nada e coisa nenhuma."- O Mundo Cai aos Bocados (e ainda assim as pessoas apaixonam-se)
17.7.13
(...)
citações
2.04
Acredito que esta mágoa crónica resulte da minha alma oxidada. Esqueci-me dela lá onde a deixei quando me perdi em aventuras de amor e promessas que fizeram sentido um dia. Pensei-me mais viva se a deixasse aos cuidados de outrem. A verdade que ninguém conta, é que o amor mata mais do que a guerra, e dói-se-me a alma quando não sinto o coração. Tento não me descuidar para que também ele não oxide, mas às vezes fica tão pequenino que não o encontro. O amor fica-me sempre à porta, e é amargo o sabor que se demora na minha boca com a falta desse veneno. Baixo os braços e desisto por um breve momento. Já não choro. Deixo que a solidão me acompanhe por mais um bocadinho porque tenho medo de ficar sozinha.
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10.7.13
1.05
Acabo sempre por me afeiçoar a almas enfermas, debilmente expostas ao Inverno permanente que lhes é a vida. Gosto de almas frágeis que carreguem um coração fragmentado entre mãos porque se tornam mais reais ás 4 da manhã, quando o frio se aloja no meu coração em pleno Julho. Fazem-me sentir que precisam de alguém com os braços do tamanho do mundo para as proteger. Fazem-me sentir que eu posso ser esse alguém. Cometo sempre o erro de me convencer que serei capaz de as curar, de aquecer nas minhas mãos aqueles corações frios. Ainda não me mentalizei de que as almas doentes se curam sozinhas. Deixo-me sempre envolver neste delito de ternura e tento aninhar-me nos escombros de corações desalinhados que se encontram tão cheios de memórias que mal têm espaço para mim. É uma espécie de tortura doentia e poética à qual me pareço submeter voluntariamente uma e outra vez.
E acabo sempre com o coração fragmentado também. As mãos ficam-me frias e a alma traumatizada.
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