9.5.12

#59

Na sombra da minha prepotente consciência guardo tudo aquilo que quero manter longe dos olhares profanos deste mundo que tornámos tão sórdido com o tempo. 
O que eu amo é sagrado, é divino. E lá permanece, eterno, puro, inquebrável por ser intocável, e meu porque só eu o sei de cor.

8.5.12


Os olhos pesam-me de cansaço mas não consigo adormecer. A minha cabeça grita. Algo que sempre faltou, falta ainda. Sinto os pés frios e estou ansiosa por algo que nem sei o que é. 
Sinto saudades de algum lugar em que nunca estive. 
Levanto-me. Sei que já não dói porque estou habituada. Esta falta é-me familiar. Tic-tac, e o silêncio é benéfico.
Não verti uma lágrima, mas por dentro sei que chorei.


05.09.2011
(para melhor, muda-se sempre)

13.4.12

#58

Costumavas transmitir-me uma sensação agradavelmente primaveril.
Um friozinho ameno no coração, umas borboletas irrequietas nos estômago e uma paz inquietante que me invadia o espírito e me adormecia o corpo.
É triste que hoje tudo isso se tenha transformado em desconforto.

(you could have had me so easily. we never had anything and I was already yours to the bone.)