22.12.10

#29

Há coisas que não são para mim, que não tenho nem estômago nem feitio para aturar. 
Tu tornaste-te, definitivamente, numa dessas coisas. 
Eu sei que o melhor a fazer é ignorar. Mas lamento imenso se o coração não sabe distinguir entre o melhor e o que lhe apetece fazer, e se não sou o ser frio que me pintam à primeira vista.
Mas tem vezes que até gostava de ser, acredita.


ps - e a ti, a ti devo-te apenas um enorme 
obrigada porque, mesmo sem sonhares, 
me consegues devolver a pouco e pouco, 
a liberdade e amor-próprio de que fui 
pronta a abdicar.

19.12.10

#28

Hoje apetecia-me mesmo escrever-te. Ou melhor: eu precisava mesmo de escrever-te. 
Necessitava dizer-te tudo em geral e nada em concreto. Talvez relembrar-te do dia x em que aconteceu y, 
falar-te do quanto sinto falta de ouvir a tua gargalhada com maior frequência, ou quem sabe até, pintar quadros de um futuro imaginário e inexistente, agora que o tempo escasseia. 
Ou talvez falar-te até de outra coisa completamente diferente. Qualquer coisa que fosse, qualquer palavrinha que te fizesse recordar de que eu ainda aqui estou, na esperança que me mostrasses que também ainda aí estás. 
Mas eu sei que já não estás. E há algum tempo. 


Tenho saudades. De ti e de tudo o que a tua presença constante me trazia.
 Muitas mesmo.

18.12.10

Dead Flower from Deviantart






"A amizade entre ambos era como uma jarra de flores murchas que ela insistia em tornar a encher de água. 
Porque não deixá-las morrer?" 
- David Nicholls












ps - olá dias de chuva e frio passados no sofá, debaixo das mantas a ver filmes e séries a beber chá com os amigos ao lado, a gata no colo e o ambiente natalício e familiarmente preguiçoso e agradável no ar. 
férias, não imaginam a falta que fizeram.